Grécia

Estamos com um pouco de dificuldade de responder emails, mas em breve chegaremos a Portugal e será mais fácil mandar notícias! Abaixo, um pouco do que foi nosso tempo na Grécia. Os dias no navio têm sido perfeitos, maravilhosos! Logo logo publicaremos as fotos e os fatos!
Um grande beijo a todos…

Grécia

Atenas

Chegar no hotel foi um alívio! Na verdade, depois de 35 horas de viagem e uma longa caminhada carregando minha mala de 30 kg, chegar num chiqueiro teria sido maravilhoso.Ninguém no quarto, fui para o orelhão ligar pro Brasil, mas não funcionou. Encontrei o Dri voltando da rua com o Jonas, um brasileiro que estava no mesmo albergue. Fomos lanchar e como não tive coragem de comer o kebab da esquina, optei por um queijo quente a la brasileira do outro lado da rua (2 euros). O calor era infernal! Depois de atualizar o blog, fomos dormir. Eram 3 da manhã e meu sonho dourado de poder finalmente descansar foi corrompido por uma proposta de irmos a Mykonos na manhã seguinte. O Ferry saía às 7h e tínhamos que acordar às 5h30 pra chegar a tempo. Num dia normal, eu definitivamente teria preferido ficar dormindo, mas esse não era um dia normal, ainda bem.

Mykonos

O trauma da noite seguinte fez com que eu levasse uma blusa, um short e… só! A última coisa que eu queria era carregar alguma coisa nas costas. O Ferry por si só já teria valido a passagem (32,50 euros). Pra quem já foi de Salvador a Morro de São Paulo em um catamarã em que te entregam um Dramin na entrada, minhas expectativas não eram das melhores. Na verdade, parecia tratar-se de um antigo navio de luxo que por algum motivo foi rebaixado à posição de ferry. Depois de 5h de viagem chegamos à ilha. A paisagem era sem igual, a água azul turquesa rodeada pelas casinhas brancas com portas e janelas azuis, morro acima e abaixo, como numa favela rica e limpa. No lugar de árvores, rochas. Nada, nada que eu havia visto antes. Antes que eu tivesse terminado de apreciar a beleza da ilha, fomos cercados por um sem número de pessoas nos oferecendo pousadas, num inglês básico carregado de um sotaque grego. Foi aí que conhecemos mamma, uma senhora suada que oferecia uma pousada por 50 euros o quarto com três camas, num lugar que ela dizia ser o melhor da ilha. A carona era de graça e resolvemos checar. Chegando lá, achamos um pouco longe do centro e quase desistimos, quando mamma mostrou seu lado grego, gritando de um lado pro outro em sua língua nativa, suando cada vez mais. O que era para ser uma ‘free ride’, acabou tornando-se quase uma ameaça e resolvemos, por segurança, aceitar a proposta. Mamma mia!

Fomos direto para o centro da cidade, de onde pegamos um barco (5 euros) para a praia de Paradise. Desembarcamos e demos de cara com um monte de ‘adão’ e ‘eva’ de todas as idades, cores, culturas e posições espalhados pela areia. Toda a minha paranóia com relação aos meus biquínis minúsculos foi por água abaixo. Eu me senti como se estivesse de burca e vestir um fio-dental teria sido com certeza mais confortável. Passado o choque inicial e depois de alguns mergulhos, resolvemos almoçar. Brasileiro tem fama de não dar gorjeta, o que nos fez esperar mais de 1 hora pelo garçom. Com a vista que estávamos tendo, não foi realmente uma espera sofrida. Neste momento descobrimos que estávamos na praia de Paraga! Precipitados, havíamos descido na praia errada…

De volta ao centro da cidade, saímos para um passeio e resolvemos jantar num restaurante beira mar. Não era a opção mais barata, mas a vista valia a pena e pode-se dizer que os 5 euros de gorjeta acabaram por se tornar nosso melhor investimento até então. Isso porque Theodore, o garçom, ficou nosso amigo e fez com que nossa única noite em Mykonos rendesse até o último minuto. Até às 5h da manhã pudemos conhecer praticamente todas as boates e bares da ilha, desde os mais requintados aos mais loucos, passando pelas inúmeras boates gay. E o melhor: tudo de graça! No final, conseguimos uma carona pra casa, já que TODOS os taxis recusaram a corrida. Fomos embora cansados, mas muito impressionados.

Como bons brasileiros, deixamos para comprar a passagem de volta para Atenas na manhã do dia seguinte. Mamma nos deixou no porto e ela não parecia estar no seu melhor dia. Logo nos expulsou da van e descobrimos que não vendiam tickets de ferry no porto. Pegamos um taxi para o centro da cidade e os tickets de uma agência haviam esgotado. Encontramos outra agência, mas o ferry já havia partido. Compramos então uma passagem de High Speed para 8h da noite por 48 euros. O imprevisto resultou em mais um dia em Mykonos, quando pudemos finalmente conhecer a praia de Paradise. Não poderia ter sido mais perfeito. Ir a Mykonos e não conhecer Paradise seria como ir ao Rio e não visitar o Cristo. Tudo o que vimos na noite anterior acontecendo, de dia, a beira de um mar azul de água transparente. As performances mais variadas: mulheres dançando, um velhinho de 80 anos, nu, com uma canga de estampa de onça e um italiano vestindo um calção fio dental com formato de elefante. Se é que vocês me entendem… No ferry de volta para Atenas conhecemos Rodrigo, um carioca que mora em Londres e também ia ficar no nosso albergue. Brasileiros não só estão em todos os lugares, como sempre dão um jeito de se esbarrar. Impressionante.

Atenas

De volta à realidade alfa, aproveitamos nosso último dia em Atenas para visitar os pontos turísticos: Templo de Zeus (Olympeion) e Syntagma Square. Eu havia sido convidada para um almoço de abertura no navio ao meio-dia, como representante do Brasil. Considerando a dimensão continental do nosso país, achamos que seria mais proporcional se fossemos os dois, então o Dri acabou ganhando uma boca livre também. Entrar no navio nos fez crer que o sonho era real. Foi mesmo emocionante. Conhecemos alguns professores, outros estudantes, e o navio em si. Nada de especial, mas valeu a pena. À tarde terminamos nosso tour com chave de ouro: Acrópole. Lá de cima é possível ver toda a cidade. As obras de restauração tiram um pouco a magia do lugar, mas conseguimos umas boas fotos.

A noite em Atenas mostrou-se bem mais tranqüila do que em Mykonos. Andamos os três pela cidade, vimos a Acrópole iluminada, as ruazinhas simpáticas, tomamos um sorvete e só. No dia seguinte o embarque. Estávamos tranqüilos pois tínhamos a certeza de ter aproveitado os últimos 4 dias ao máximo! Antes do embarque, ainda tivemos tempo (e energia) para visitar o complexo das Olimpíadas de 2004.

Nosso primeiro país fica para trás. O tempo passa mesmo muito rápido. Mas temos tanta coisa pela frente que é impossível sentir a partida. Tudo correu muito bem, não poderíamos estar mais felizes.

2 ideias sobre “Grécia”

  1. Nat e Dri,

    Prá falar bem a verdade estou é morrendo de inveja de vocês dois, mas fiquem tranquilos, é inveja branca, da boa. Nem preciso dizer pra vocês aproveitarem o máximo que puderem. Pelo que já li, já percebi que vocês não têm feito outra coisa…….Fiquem com Deus e um grande beijo da tia Silvinha

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